País
Incêndios. Governo reforça vigilância aérea devido ao aumento das temperaturas
Vinte e três concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro estão esta sexta-feira em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O Ministério da Administração Interna anunciou o reforço da vigilância aérea na zona centro do país devido ao agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias, dando prioridade de vigilância nos 26 concelhos mais afetados pela tempestade Kristin.
“Face às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que apontam para um agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias, com temperaturas elevadas, tempo quente e seco e consequente aumento do perigo de incêndio rural, por iniciativa dos ministros da Defesa Nacional, Nuno Melo, e da Administração Interna, Luís Neves, foi determinado o reforço da vigilância aérea na área de atuação do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), na zona centro do país”, lê-se em comunicado. Estarão em prontidão as aeronaves P-3C CUP+, EADS C-295M, sistemas aéreos não tripulados (drones) e um helicóptero UH-60L Black Hawk.
A prioridade de vigilância incidirá sobre os 26 concelhos “fortemente afetados pela tempestade Kristin, que provocou um aumento muito significativo da carga combustível existente no terreno, traduzindo-se num risco acrescido de ocorrência e propagação de incêndios rurais, justificando o reforço das medidas de vigilância, deteção precoce e combate de forma autónoma por parte das Forças Armadas”.
Sob coordenação do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), será ativado um Centro de Operações Permanente na Base Aérea nº5 em Monte Real, durante o período de alerta, funcionando como base avançada de apoio ao CIPO.
“Estará posicionado nesta Base Aérea um conjunto significativo de meios aéreos da Força Aérea Portuguesa e da Marinha, aumentando a capacidade de cobertura das zonas de maior risco”, adianta o comunicado.Médicos alertam para pressão nos serviços de saúde
Em entrevista à RTP Antena 1, o vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública alertou para a pressão nos serviços de saúde e para a capacidade de resposta dos mesmos durante a onda de calor.
João Paulo Magalhães alertou também para o impacto na mortalidade. “Nós fazemos uma vigilância muito apertada da mortalidade. Há cerca de um ano, por exemplo, infelizmente tivemos excesso de mortalidade provocada também por uma onda de calor”, afirmou.
“Foi uma situação muito grave e por isso é que nunca é demais fazer o reforço daquilo que é o que nós podemos fazer agora, neste momento, para nos preparar e prevenir todos os efeitos que aí venham”.
“Face às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que apontam para um agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias, com temperaturas elevadas, tempo quente e seco e consequente aumento do perigo de incêndio rural, por iniciativa dos ministros da Defesa Nacional, Nuno Melo, e da Administração Interna, Luís Neves, foi determinado o reforço da vigilância aérea na área de atuação do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), na zona centro do país”, lê-se em comunicado. Estarão em prontidão as aeronaves P-3C CUP+, EADS C-295M, sistemas aéreos não tripulados (drones) e um helicóptero UH-60L Black Hawk.
A prioridade de vigilância incidirá sobre os 26 concelhos “fortemente afetados pela tempestade Kristin, que provocou um aumento muito significativo da carga combustível existente no terreno, traduzindo-se num risco acrescido de ocorrência e propagação de incêndios rurais, justificando o reforço das medidas de vigilância, deteção precoce e combate de forma autónoma por parte das Forças Armadas”.
Sob coordenação do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), será ativado um Centro de Operações Permanente na Base Aérea nº5 em Monte Real, durante o período de alerta, funcionando como base avançada de apoio ao CIPO.
“Estará posicionado nesta Base Aérea um conjunto significativo de meios aéreos da Força Aérea Portuguesa e da Marinha, aumentando a capacidade de cobertura das zonas de maior risco”, adianta o comunicado.Médicos alertam para pressão nos serviços de saúde
Em entrevista à RTP Antena 1, o vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública alertou para a pressão nos serviços de saúde e para a capacidade de resposta dos mesmos durante a onda de calor.
João Paulo Magalhães alertou também para o impacto na mortalidade. “Nós fazemos uma vigilância muito apertada da mortalidade. Há cerca de um ano, por exemplo, infelizmente tivemos excesso de mortalidade provocada também por uma onda de calor”, afirmou.
“Foi uma situação muito grave e por isso é que nunca é demais fazer o reforço daquilo que é o que nós podemos fazer agora, neste momento, para nos preparar e prevenir todos os efeitos que aí venham”.
As temperaturas vão subir a partir de sábado, sendo provável que se mantenham muito elevadas na próxima semana, podendo ultrapassar os 40 graus nalgumas regiões.
c/ Lusa